Doença periodontal a partir dos 40 anos

A doença periodontal a partir dos 40 anos é mais comum. Embora pacientes de todas as idades tenham risco de desenvolver a periodontite, em adultos acima dessa faixa etária a atenção com a saúde bucal deve ser ainda maior! Além de uma boa higiene, é imprescindível fazer visitas periódicas ao dentista, além de claro, ficar de olho nos sintomas.

A doença periodontal é uma doença infecciosa, cuja evolução sem o devido tratamento pode levar à perda dos dentes. Por isso, é tão importante cuidar da saúde bucal e contar com o suporte de um bom dentista.

Para saber mais sobre a doença periodontal a partir dos 40 anos, suas causas e quais cuidados tomar, não deixe de conferir!

Doença periodontal a partir dos 40 anos

A doença periodontal é uma resposta inflamatória do organismo que leva à destruição progressiva dos tecidos que servem de estrutura para os dentes (ligamento periodontal, ossos e gengiva). A presença do tártaro somada à presença da placa bacteriana acaba agredindo a gengiva. E, como resposta do organismo, ocorre uma inflamação crônica.

Em sua fase inicial, a doença periodontal também é conhecida como gengivite. Nessa fase, as gengivas ficam mais avermelhadas, inchadas e tendem a sangrar espontaneamente ou com a escovação. Quando a gengivite não é tratada, e o paciente não corrige seus hábitos de higiene bucal, o quadro da doença evolui levando à periodontite.

Embora a periodontite comece como uma “simples” gengivite, a evolução do quadro pode ter danos graves ao paciente. Mais do que a irritação, decorrente da inflamação, o paciente pode experimentar a perda dos dentes em seu grau mais avançado.

Por isso, diante dos sintomas é essencial buscar o dentista. Além disso, fazer limpezas periódicas no consultório é algo bastante importante. Afinal, através desse procedimento, o dentista remove todo o tártaro, o qual não é possível ser retirado através da higiene bucal diária.

Fatores de risco

Embora a doença periodontal acima dos 40 anos seja mais comum, existem outros fatores que podem aumentar o risco do desenvolvimento da doença. Gestantes, pessoas que fumam, são diabéticas, portadores de HIV, pacientes em tratamento de câncer e até mesmo depressão são mais suscetíveis a desenvolver a doença periodontal.

Há também o fator hereditário, isto é, se um familiar possui a doença, é provável que mais membros da família também desenvolvam a periodontite. Isso ocorre pois, por questões genéticas, o sistema imunológico costuma ser mais suscetível a ação da placa bacteriana.

Sinais de alerta

A doença periodontal apresenta uma série de sintomas que o paciente deve prestar atenção. O sangramento nas gengivas de forma espontânea ou durante a escovação é o mais comum. Porém, sensibilidade a alimentos frios ou quentes, mobilidade dos dentes, mau hálito e retração gengival também são sinais de alerta. Logo, diante de qualquer um desses sintomas, o paciente deve buscar um dentista o quanto antes.

Diagnóstico e tratamento

Consultar um dentista diante dos sintomas é essencial, já que a doença periodontal conta com diferentes estágios, o que diferencia o tratamento. O paciente deve fazer uma série de exames para que o dentista possa montar um periodontograma. Essa ferramenta oferece um panorama completo da saúde bucal do paciente, identificando exatamente os pontos mais críticos com relação à placa bacteriana, o nível de inflamação das gengivas, eventual perda dos tecidos e do ligamento periodontal, além da cavidade entre os dentes e a gengiva.

Feito esse diagnóstico, o tratamento pode ser realizado em diferentes fases. Primeiramente, o paciente deve se submeter a uma limpeza profunda para remoção do tártaro e da placa bacteriana. É também recomendado que o paciente nessa fase utiliza escova e creme dental especiais para que a ação da limpeza seja mais duradoura e minimize a placa bacteriana.

Em seguida, é necessário corrigir eventuais movimentações e espaçamentos criados entre os dentes, além de proporcionar a regeneração dos tecidos.

Por fim, existe a fase preventiva, onde o paciente realiza limpezas periódicas, evitando que o tártaro e a placa bacteriana voltem a irritar e inflamar as gengivas.

O cuidado com a saúde bucal deve ser feito de forma atenciosa durante toda a vida. Porém, com o passar da idade é importante ficar atento as questões de risco. Assim como a maioria das doenças bucais, no caso da doença periodontal é melhor prevenir do que remediar o problema. Assim, nunca deixe de consultar seu dentista.

Você já sabia sobre a doença periodontal a partir dos 40 anos? Veja também o que estudos dizem sobre a probabilidade de a doença periodontal aumentar o risco de câncer!